Filme mostra por que George Soros acredita em uma sociedade aberta

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Todos nós somos o produto de nossas origens. George Soros não é exceção. “Soros,” um novo documentário sobre ele abrindo hoje à noite, mostra vividamente por que ele está tão comprometido com uma “sociedade aberta”.

Repleto de entrevistas de pessoas que o conhecem há décadas, o filme explica a atração de Soros pelas opiniões do filósofo Karl Popper, com quem estudou em Londres depois de fugir de sua Hungria natal. A visão de Popper de uma sociedade aberta atraiu Soros porque ele experimentou o oposto.

Tendo crescido na Hungria nos anos em torno da Segunda Guerra Mundial, Soros testemunhou as deportações nazistas para campos de extermínio. Com a derrota de Hitler, a Hungria foi tomada por comunistas apoiados pelos soviéticos, que substituíram a repressão e as atrocidades dos nazistas pelas suas.

Graças à engenhosidade de seu pai, Soros sobreviveu, mas isso o deixou profundamente desconfiado de qualquer ideologia de verdade absoluta. Para Soros, a filosofia de governo mais segura é aquela que reconhece nossa falibilidade inerente e, portanto, está aberta ao debate livre e à necessidade de considerar pontos de vista opostos.

Essa experiência vivida explica a devoção de Soros aos direitos humanos, dos quais a Human Rights Watch tem sido uma grande beneficiária desde os nossos primeiros anos. Hoje, o mundo já não se quebra tão facilmente por ideologia, mas há muitos guardiães auto-atribuídos da “verdade” que usam o poder do estado para suprimir perspectivas alternativas que possam ameaçar seu governo.

Para vários autocratas, como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, Soros se tornou o inimigo número um. Parte disso é um simples anti-semitismo, que Orban e seu governo sutilmente promovem. Mas muito disso é que Soros é de fato um inimigo de qualquer autocrata que impõe uma ortodoxia. Este poderoso novo documentário nos ajuda a entender a conexão entre a visão de George Soros de uma sociedade aberta e sua infância sob aqueles que impuseram o oposto.

Fonte: www.hrw.org

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