Bolsonaro diz que a vacinação da COVID-19 não será obrigatória

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FILE PHOTO: Brazil's President Jair Bolsonaro looks on during a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, September 2, 2020. REUTERS/Adriano Machado/File Photo

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente de direita do Brasil, Jair Bolsonaro, que tem constantemente minimizado a gravidade do surto do coronavírus, reiterou na quinta-feira que as vacinas COVID-19 não serão obrigatórias quando estiverem disponíveis.

“Muitas pessoas querem que a vacina seja aplicada de forma coerciva, mas não há lei que preveja isso”, disse Bolsonaro em uma conversa ao vivo no Facebook com seus apoiadores.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse anteriormente que a vacinação em massa era inevitável para combater a pandemia no Brasil, mas estava firmemente de acordo com a posição de Bolsonaro.

“Não há como o governo – a menos que vivamos em uma ditadura – forçar todos a se vacinarem”, disse Mourão em uma entrevista de rádio.

No segundo pior surto fora dos Estados Unidos, o Brasil registrou mais de 4 milhões de casos confirmados de coronavírus e o número oficial de mortos da COVID-19 subiu para 124.614, disse o Ministério da Saúde.

Nas 24 horas anteriores à tarde de quinta-feira, foram registrados 43.773 novos casos no país e houve 834 mortes por causa do vírus.

O Brasil assinou no mês passado um acordo com a AstraZeneca para comprar 30 milhões de doses da vacina que está desenvolvendo com a Universidade de Oxford, com uma opção para mais 70 milhões de doses se a vacina funcionar.

O país mais populoso da América Latina tornou-se um campo de testes chave para uma vacina COVID-19 e aprovou ensaios clínicos da fase 3 para quatro que estão em desenvolvimento, pela Universidade de Oxford/AstraZeneca, pela Sinovac Biotech da China e pela Pfizer Inc em parceria com a BioNTech e a Janssen, subsidiária farmacêutica da Johnson & Johnson.

Referências

Reuters
Reporting by Ricardo Brito; Editing by Tom Brown

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