lata-lixo

11 de outubro de 2007
JOVENS CONTINUAM PRESAS. Caso da prisão de jovens que ocuparam prédio abandonado do Banerj em Brasília para transformá-lo em centro político e cultural vai virar caso emblemático. Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, Conselho de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal, Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, Conselho de Direitos Humanos da Câmara Distrital e outras instituições vão acompanhar situação e recompor todos os passos e instrumentos do processo arbitrário. Devem analisar o comportamento e o posicionamento de cada um dos agentes públicos, tanto do ponto de vista formal do cumprimento do dever profissional e/ou dos excessos e faltas cometidas por cada um(a), como do ponto de vista conceitual, teórico e político da ação de cada um. Tudo indica excesso de força da polícia (Federal, Civil e Militar) – na segunda investida, ao solicitar que agente da PF se identificasse, e mostrasse a autorização para invadir o prédio, Caroline levou um tapa do policial que lhe disse: “esta é a nossa autorização” … despreparo e descaso de juiz (uqe já foi envolvido em favorecimento de liberdade de traficante de drogas e parcialidade em favor de Luiz Estevão, notório criminoso local. Adicione-se a isso a aparente parcialidade ou desconhecimento de causa do Ministério Público, etc. Há indícios de tortura (psicológica e maus tratos), corrupção policial e muito mais. Isso fora o caso de as instituições não saberem lidar com movimentos sociais de juventude (qualquer movimento agentes públicos chamam de formação de quadrilha!), terem comportamento homofóbico explícito e encobrirem erros uns dos outros (aí sim caso de formação de quadrilha). Este caso tem tudo para chegar à Corte Interamericana e ser objeto de debate no Fórum Social Mundial, até mesmo pelo ridículo do comportamento dos agentes públicos.