Arma

01 de outubro de 2007

Desarmamento

No Brasil, mais de 100 pessoas são mortas por armas de fogo todos os dias, sendo que no Rio de Janeiro a taxa de mortes por armas é maior que o dobro da média nacional. A informação consta do relatório sobre criminalidade e violência divulgado nesta segunda-feira (1º) pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entre 1970 e hoje, a taxa de homicídios em São Paulo quadruplicou; a do Rio, triplicou.
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
O estudo indica que o aumento da violência no Brasil faz com que o mercado de segurança no país movimente cerca de 10% (US$ 49 bilhões) do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB), a soma de todos as riquezas produzidas. Em 2006, as companhias de segurança privadas empregaram 1,5 milhão de pessoas.
Embora participe com somente 0,17% da população mundial, o estado de São Paulo responde por 1% dos homicídios em nível global. O relatório indica que no estado a criminalidade aumentou junto com o ritmo veloz de urbanização (crescimento anual de 5%) levando a que, em 1999, a cidade tenha registrado 11.445 homicídios – número 17 vezes mais do que o registrado em Nova Yorque, com 667 homicídios.
O relatório da ONU ressalta a presença de risco nas favelas do Brasil e, em particular, do Rio de Janeiro, onde “várias pessoas morrem a cada ano”. Entre 1978 e 2000, 49,9 mil pessoas foram assassinadas nas favelas da cidade, aponta o estudo. E ressalta que neste mesmo período, na Colômbia, por exemplo, o número de mortes por homicídio chegou a 39 mil pessoas.

São Paulo tem 1% dos homicídios do mundo

Revista Veja
São Paulo tem 1% dos homicídios de todo o mundo. A informação faz parte de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o qual a violência das facções criminosas em São Paulo e no Rio de Janeiro – as cidades mais violentas do país – é uma rotina. Entre 1970 e hoje, a taxa de homicídios em São Paulo quadruplicou; a do Rio, triplicou.
O relatório também compara os números nas duas cidades brasileiras com outros locais violentos do planeta. Em 1999, São Paulo registrou 11.400 assassinatos, 17 vezes mais que Nova York. Entre 1978 e 2000, 49.900 pessoas foram assassinadas nas favelas cariocas. No mesmo período, 39.000 pessoas foram vítimas de homicídio em toda a Colômbia. Segundo a ONU, a violência no Brasil tem um perfil jovem. Dois terços dos crimes envolvem pessoas de até 25 anos.
O documento também afirma que os jovens são as principais vítimas da violência em todo o mundo. Um dos fatores é a existência de 74 milhões de jovens desempregados. O relatório reúne, pela primeira vez, cerca de 200 estudos já produzidos nos últimos anos sobre violência pela ONU e outras instituições. Os dados são de anos distintos e baseados também em informações da imprensa.
Os indicadores econômicos foram obtidos do Banco Mundial. “O relatório mostra que a violência urbana está aumentando em todo o mundo, mas isso é mais forte na África e América Latina”, afirma Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU.