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29 de agosto de 2006
“Tudo o que discutimos aqui nesses três dias, sem exceção, passa, necessariamente, pelas pessoas que serão eleitas por nós em outubro. Não se pode falar em direitos humanos sem considerarmos ou levarmos em conta as próximas eleições”. A afirmação foi feita pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Edísio Souto, ao comentar os três dias de debates e painéis que integraram a programação da III Conferência Internacional de Diretos Humanos, realizada desde a última quarta-feira em Teresina.

Teresina (PI), 18/08/2006 – “Tudo o que discutimos aqui nesses três dias, sem exceção, passa, necessariamente, pelas pessoas que serão eleitas por nós em outubro. Não se pode falar em direitos humanos sem considerarmos ou levarmos em conta as próximas eleições”. A afirmação foi feita pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Edísio Souto, ao comentar os três dias de debates e painéis que integraram a programação da III Conferência Internacional de Diretos Humanos, realizada desde a última quarta-feira em Teresina.

Para Edísio Souto, a conferência, foi importante também para lembrar as pessoas quanto à importância de se votar melhor em outubro próximo, alijando do processo político aqueles que aí estão não para servir, mas para se servirem. “Arrecada-se muito e, infelizmente, esse dinheiro não volta para nós em serviços porque, no meio do caminho, aparecem aqueles interessados somente em se beneficiar”, afirmou o presidente da CNDH. “Temos uma chance muito feliz agora em outubro de tirar essas pessoas do poder. Vamos examinar quem são elas e repeli-las. Vamos deixá-las em casa, definitivamente, ou, quem sabe, atrás das grades”.

Como balanço da III Conferência, Edísio destacou o alto nível dos palestrantes e dos debates realizados, sempre conduzidos por profissionais altamente integrados com as bandeiras dos direitos humanos. “Pessoas nos disseram aqui que, antes, gostavam de direitos humanos, mas que agora estão verdadeiramente apaixonadas. É algo extremamente carinhoso e um estímulo para que continuemos discutindo e mostrando que direitos humanos não são questão de bandido”.

A seguir, a íntegra da entrevista feita com o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Edísio Souto:

P – Qual o balanço que o senhor faz dessa III Conferência Internacional de Direitos Humanos, realizada pela OAB?
R – Foi um evento extremamente positivo. Os conferencistas são pessoas inteligentes e integradas nas questões ligadas aos direitos humanos, se apresentaram com grande preparo e deram importantes sugestões quanto às matérias que abordaram. Os participantes debateram bastante as questões em foco e se mostraram interessados em todos os painéis que integraram a programação. Isso nos deixa tranqüilos, pois vemos que o papel que a OAB tem desempenhado, de tentar conscientizar as pessoas, falando sempre da importância dos direitos humanos, está sendo útil à sociedade. Pessoas nos disseram aqui que, antes, gostavam de direitos humanos, mas que agora estão verdadeiramente apaixonadas. É algo extremamente carinhoso e um estímulo para que continuemos discutindo e mostrando que direitos humanos não são questão de bandido. São questões de saúde, educação, cultura, tecnologia, de meio-ambiente, água, energia, tendo sempre o homem como norte. A OAB vai continuar desempenhando o seu papel, fazendo com que todos os que são excluídos sejam incluídos e tenham acesso à saúde, educação, respeito, enfim direitos básicos que muitos brasileiros não têm hoje.

P – Os painéis realizados durante a III Conferência foram pautados e abordaram em profundidade as várias formas de violação dos direitos humanos. O senhor acha que o país está caminhando para, num futuro próximo, não falarmos tanto dessas violações?
R – Eu acredito muito nisso, senão já teria desistido. Esse dia vai chegar e é por isso que continuamos caminhando, indo às cidades falar às pessoas sobre seus direitos. Nos preocupa, fundamentalmente, o fato de as pessoas não conhecerem os seus direitos e, por isso, eles são desrespeitados. É por isso que uma conferência desse porte, como a que foi realizada no Piauí, é importante. Passamos três dias só discutindo sobre direitos humanos e é aí que vemos a importância do tema e do papel desempenhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesta questão.

P – Com a proximidade das eleições e lembrando que são muitas as violações desses direitos, qual seria a sua orientação para que, daqui a alguns anos, não se fale tanto em direitos humanos violentados?
R – Tudo o que discutimos aqui nesses três dias, sem exceção, passa, necessariamente, pelas pessoas que serão eleitas por nós em outubro. Não se pode falar em direitos humanos sem considerarmos ou levarmos em conta as próximas eleições. E daí a importância da coincidência desta data, em que realizamos uma conferência desse nível, dessa envergadura, às vésperas das eleições. As pessoas têm que sair daqui conscientes de que devem votar bem. Devem votar naquelas pessoas que têm compromisso com o homem e com a sociedade. Devem votar em políticos que aí estão para servir e não para se servirem. E a história política brasileira recente tem demonstrado uma série de pessoas que merecem ficar longe do processo democrático brasileiro porque são pessoas que só estão pensando nelas. São pessoas que estão desviando recursos públicos, que estão matando pessoas. O hospital fica sem verbas para o equipamento, para contratar o profissional, para comprar remédio porque falta ali o dinheiro que foi desviado. Arrecada-se muito e, infelizmente, esse dinheiro não volta para nós em serviços porque, no meio do caminho, aparecem aqueles interessados somente em se beneficiar. Temos uma chance muito feliz agora em outubro de tirar essas pessoas do poder. Vamos examinar quem são elas e repeli-las. Vamos deixá-las em casa, definitivamente, ou, quem sabe, atrás das grades