Acidentes de trânsito

04.11.06 – 6:30 acidente de transito com quatro vitimas na rua barra funda n°700 esquina com lopes chaves deixou quatro jovens feridos e encaminhados a santa casa de sao paulo
foto oslaim brito

25 de maio de 2006
Image Em 2002, quase 15 mil idosos morreram por acidentes e violência – mais de 9,8 mil eram homens (65,76%) e 5 mil, mulheres (34,24%), segundo dados do DataSus e do Claves. As quedas, o homicídio e o suicídio são as causas seguintes de mortes violentas entre as pessoas de terceira idade.

Érica Santana
Agência Brasil

Brasília – A sociedade tende a deixar os idosos de lado e favorecer os jovens, no Brasil e em todo o mundo, afirmou a coordenadora científica do Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves) da Fiocruz, Maria Cecília Minayo.

Durante a 1ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, que se realiza em Brasília até sexta-feira (26), a pesquisadora falou hoje (24) sobre violência e maus tratos contra os idosos, e informou que os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte violenta dessa população, causados principalmente pela falta de infra-estrutura e adequação às necessidades dos idosos.

Ela acrescentou que cerca de 75% dos idosos brasileiros são pobres, ou seja, estão na faixa dos que recebem de meio a três salários mínimos. Isso significa que a maioria deles usa ônibus ou anda a pé. E as mortes ocorrem devido a lesões causadas pelos chamados trancos, nas arrancadas e freadas dos ônibus. “Se ele não morre, em geral tem lesões muito graves. E se sabe que dos idosos que têm lesões graves provocadas por esses acidentes, um terço morre no primeiro ano depois deles”.

Em 2002, quase 15 mil idosos morreram por acidentes e violência – mais de 9,8 mil eram homens (65,76%) e 5 mil, mulheres (34,24%), segundo dados do DataSus e do Claves. As quedas, o homicídio e o suicídio são as causas seguintes de mortes violentas entre as pessoas de terceira idade. “No conjunto das violências que vitimam os idosos, 10% são homicídios, quase sempre causados por brigas, mas sobretudo acontecem em casa, quando a família morre”,disse.

Já o suicídio, “causado principalmente pela desesperança”, segundo a coordenadora da Fiocruz, atinge mais os homens (9,7%) que as mulheres (7,3%). O abandono, que Maria Cecília classifica como “violência invisível” é outra forma de agressão que atinge essa população. “Não dá para detectar, porque freqüentemente ela não leva a pessoa para o hospital, mas hoje umas das grandes questões, além da violência física é a violência psicológica, é a violência da negligência”, explicou.

A pesquisadora apontou a formação de cuidadores familiares como uma forma de reduzir a violência. Segundo ela, 95% dos idosos vivem com as famílias e 26% dos lares brasileiros têm pelos menos um idoso. “Isso significa que nós estamos com um fenômeno de crescimento e envelhecimento e uma necessidade de preparação da família para atender o seu idoso – o saudável, mas sobretudo o dependente”. Maria Cecília acrescentou que “é mais barato para o governo dar um apoio à família do que criar mais hospitais e asilos”.

Mais de 500 delegados vão definir estratégias para implantar rede de proteção a pessoa idosa durante a 1ª Conferência

BRASILIA 24/05/2006 – Mais de 500 delegados e convidados participaram ontem à noite, no Hotel Nacional, em Brasília da abertura da 1ª Conferência Nacional da Pessoa Idosa. Participaram da abertura o s ministros Patrus Ananias do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Agenor Álvares da Saúde e Paulo Vannuchi da Secretaria Especial de Direitos Humanos que juntamente com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, presidido por Perly Cipriano, são os promotores do evento. Participou também da mesa de abertura José Carlos Baura, diretor da Organização Iberoamericana de Seguridade Social – OISS.

Em seu discurso na abertura o ministro Paulo Vannuchi salientou a relevância histórica da realização dessa primeira Conferência e lembrou a importância da luta dos idosos na luta geral pelos direitos humanos no Brasil. “Os Direitos Humanos são universais, indivisíveis e interdependentes. A luta da pessoa idosa é a mesma luta do trabalhador rural pela terra, do índio pela sua sobrevivência como etnia, das crianças e adolescentes pelos seus direitos, dos presidiários por um cumprimento de pena com dignidade, assim como tantas outras”, observou. Para Vannuchi é preciso “conviver com as diferenças e acabar com a uniformidade que tira as cores da vida”.

O ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate a Fome fez um balanço das ações do seu ministério em relação aos idosos. Segundo ele, o investimento neste ano para programas de atendimento a pessoa idosa vão somar 5 bilhões de reais. Agenor Álvares, ministro da Saúde lembrou que, “com o envelhecimento populacional, a saúde do idoso se torna uma das maiores prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS), já que o SUS é o principal agente de assistência à saúde da pessoa idosa”. Conforme Álvares, dados indicam que 70% a 80% dos idosos no Brasil dependem exclusivamente do atendimento do SUS.

A 1ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa tem como tema, “Construindo a Rede de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa” que tem o objetivo de definir estratégias para implementação da Rede de Proteção e Defesa das Pessoas Idosas. Além de promover a Conferência, a SEDH também está implantando o Plano de Ação de Enfrentamento a Violência contra a Pessoa Idosa em conformidade com o Plano Internacional para o Envelhecimento, o II Programa Nacional de Direitos Humanos e o Estatuto do Idoso.

Após vinte anos da Assembléia Mundial do Envelhecimento realizada em agosto de 1982, em Viena,a Organização das Nações Unidas – ONU, realizou de 8 a 12 de abril de 2002 em Madri – Espanha, a II Assembléia Mundial do Envelhecimento, onde foi aprovado o Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento 2002 .Tanto no primeiro, como no segundo evento a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi destacada como prioritária, assim como, a importância da inclusão do idoso na vida social, cultural, econômica e política de suas sociedades.